Uber esgota orçamento de IA em abril e questiona retorno financeiro da tecnologia
Empresa consumiu verba anual de 2026 com ferramentas Claude em meses; liderança aponta falta de ganho proporcional em produtividade.

Abril de 2026. Esse foi o mês em que a Uber viu seu orçamento de IA para o ano inteiro simplesmente desaparecer.
A empresa consumiu em apenas quatro meses toda a verba que deveria durar doze. O culpado? O uso intenso de ferramentas de linguagem.
Agora, a liderança da companhia quer saber: onde está o retorno desse investimento bilionário?
O rombo bilionário em apenas quatro meses
> "A falta de um vínculo direto entre os gastos com a tecnologia e a entrega de valor prático torna esses custos difíceis de justificar."
A frase acima é de Andrew Macdonald, diretor de operações (COO) e presidente da Uber. Ele deu a declaração em entrevista ao programa Rapid Response.
O executivo expressou uma preocupação que começa a ecoar em todo o Vale do Silício. Gastar com IA é fácil, mas lucrar com ela é outra história.
Segundo a Fonte original, a empresa registrou um consumo acelerado de recursos sem o ganho proporcional de produtividade.
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Claude Code e o consumo desenfreado de tokens
O gatilho para a crise interna foi uma revelação de Praveen Neppalli Naga, CTO da Uber. Ele falou abertamente sobre o problema para a publicação The Information.
Naga confirmou que o orçamento de 2026 destinado à ferramenta Claude Code foi totalmente esgotado em abril. Isso gerou um alerta vermelho imediato.
O que é o Claude Code?
O sistema é uma ferramenta avançada de codificação baseada em modelos da Anthropic. Ele ajuda engenheiros a escreverem software mais rápido.
O problema dos tokens
O custo da IA não é fixo. Ele depende do consumo de tokens, que são pedaços de dados processados pelo modelo a cada interação.
Quanto mais complexo o código, mais tokens são usados. E na Uber, esse uso saiu do controle rapidamente.

A conta que não fecha na engenharia
Os dados compartilhados por Macdonald mostram um cenário preocupante. O aumento no uso de tokens não se traduziu em recursos úteis.
As lideranças de engenharia esperavam que a IA trouxesse uma revolução na entrega. Mas a realidade foi bem diferente dos slides de apresentação.
- Ganho esperado: Alta significativa na produtividade de novos recursos.
- Realidade: O acréscimo de recursos úteis para o consumidor final não atingiu a marca de 25%.
- Investimento em P&D: A Uber gastou US$ 3,4 bilhões em pesquisa e desenvolvimento em 2025.
- Crescimento: Esse valor representa uma alta de 9% na comparação anual.
De acordo com o setor de Carros e tecnologia, esse desequilíbrio financeiro força uma revisão total de prioridades.
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Desaceleração de contratações e o fator humano
Para tentar estancar a sangria financeira, o CEO Dara Khosrowshahi já anunciou medidas drásticas. A principal delas é frear a chegada de novos talentos.
A Uber decidiu desacelerar o ritmo de contratação de profissionais humanos. A ideia é compensar os custos elevados dos sistemas de IA.
No entanto, essa estratégia cria um paradoxo. Se a IA não está entregando a produtividade esperada, reduzir a força humana pode ser arriscado.
Khosrowshahi também sinalizou preocupação com o futuro da categoria. Ele estima incertezas para os 9,5 milhões de motoristas e entregadores da plataforma.
Se os veículos autônomos e a automação dominarem, o modelo de trabalho que conhecemos hoje pode deixar de existir.
O impacto nos aplicativos e serviços
Na prática, o usuário final ainda não sentiu grandes mudanças. E esse é justamente o ponto central da crítica da diretoria.
Se a empresa gasta bilhões com modelos de linguagem, o aplicativo deveria ficar mais inteligente. Mas as melhorias são incrementais e lentas.
Conforme aponta a seção de Apps, a integração de IA precisa ser mais do que um chatbot de suporte.
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O veredito
A Uber está servindo de laboratório para uma realidade amarga. A IA generativa é cara e seu retorno não é imediato.
O esgotamento do orçamento em tempo recorde mostra que a gestão de recursos de nuvem e tokens será o grande desafio das big techs.
Não basta ter a tecnologia mais avançada do mundo. É preciso saber quanto cada linha de código gerada por máquina custa no final do mês.
Qual será a próxima gigante da tecnologia a admitir que a conta da IA simplesmente não fecha?
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Fonte: Google News
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