# Microsoft Muda Copilot Cowork para Preços Baseados em Uso e Pode Lançar Modelo DeepSeek
A Microsoft está reformulando o modelo de precificação do Copilot Cowork, abandonando a cobrança fixa por assento em favor de um sistema baseado em uso — uma mudança estratégica que pode redesenhar o acesso corporativo à inteligência artificial. Reportada inicialmente pela Bloomberg, a decisão acompanha outra movimentação relevante: a possível introdução de um modelo DeepSeek hospedado pela própria Microsoft como alternativa de IA empresarial de menor custo.
Por Que a Microsoft Está Mudando o Copilot Cowork para Preços Baseados em Uso
O modelo anterior do Copilot Cowork operava com licenciamento fixo por usuário, uma estrutura que gerava atrito especialmente em organizações onde nem todos os colaboradores utilizavam a ferramenta com a mesma intensidade. Com a migração para preços baseados em uso, a Microsoft alinha o Copilot Cowork a uma tendência consolidada no mercado de cloud computing: cobrar proporcionalmente ao consumo real.
Na prática, isso significa que empresas pagarão pelo volume de interações, tokens processados ou funcionalidades efetivamente acionadas, em vez de arcar com um custo fixo mensal por licença. Esse modelo já é adotado por concorrentes como a Amazon Web Services (AWS) em seus serviços de IA generativa via Amazon Bedrock, e pela própria Microsoft em outros produtos do Azure.
A mudança reflete um aprendizado direto da experiência de adoção corporativa: segundo dados que a própria Microsoft compartilhou em seus relatórios trimestrais de 2024, a adesão ao Copilot em ambientes empresariais cresceu, mas muitas organizações relataram dificuldade em justificar o custo fixo por assento quando o uso variava significativamente entre departamentos.
Introdução do Modelo DeepSeek como Alternativa Econômica
Paralelamente à reestruturação de preços, a Microsoft está considerando lançar o modelo DeepSeek hospedado em sua própria infraestrutura Azure. O DeepSeek, desenvolvido pela startup chinesa de mesmo nome, ganhou notoriedade no início de 2025 ao demonstrar desempenho competitivo em benchmarks de raciocínio e codificação com custos de treinamento significativamente menores que os de modelos comparáveis.
Ao hospedar o DeepSeek diretamente, a Microsoft ofereceria às empresas uma opção de IA generativa com custo operacional reduzido, sem que os dados corporativos precisem trafegar por infraestruturas de terceiros fora do ecossistema Azure. Esse ponto é particularmente relevante para organizações com exigências rigorosas de conformidade e soberania de dados.
A estratégia não é inédita para a Microsoft: o Azure AI já disponibiliza modelos de diferentes fornecedores — incluindo Meta (Llama), Mistral e Cohere — em seu marketplace de modelos. A adição do DeepSeek ampliaria esse catálogo com uma opção posicionada especificamente no segmento de custo-benefício para tarefas empresariais rotineiras, como sumarização de documentos, triagem de e-mails e geração de relatórios.
Impacto no Mercado Corporativo de Inteligência Artificial
A combinação de preços baseados em uso com um modelo de menor custo como o DeepSeek pode alterar a dinâmica competitiva do mercado de IA empresarial de forma concreta:
- Redução da barreira de entrada: Pequenas e médias empresas que consideravam o custo fixo do Copilot proibitivo passam a ter um caminho de adoção gradual, pagando apenas pelo que consomem.
- Pressão sobre concorrentes: Google (com o Gemini for Workspace) e Salesforce (com o Einstein Copilot) operam predominantemente com modelos de licenciamento por assento. A movimentação da Microsoft pode forçar uma reavaliação dessas estruturas.
- Diversificação de modelos como vantagem competitiva: Ao oferecer tanto os modelos OpenAI (GPT-4o, o3) quanto alternativas como DeepSeek e Llama, a Microsoft se posiciona como uma plataforma agnóstica, permitindo que clientes escolham o modelo mais adequado para cada caso de uso e orçamento.
A expectativa, segundo as fontes da Bloomberg, é que essas mudanças sejam implementadas nas próximas semanas. Se confirmadas, representam uma das movimentações mais significativas da Microsoft no segmento de IA corporativa desde o lançamento original do Microsoft 365 Copilot em novembro de 2023 — sinalizando que a empresa está priorizando escala de adoção sobre receita por usuário no curto prazo.