Meta desenvolve pingente com IA e novos óculos inteligentes, diz site
Empresa planeja vender 10 milhões de dispositivos vestíveis no segundo semestre de 2026, focando na integração de inteligência artificial.

Enquanto o mercado de tecnologia foca em headsets pesados, a Meta está olhando para algo muito menor.
A empresa de Mark Zuckerberg planeja invadir o seu guarda-roupa com dispositivos vestíveis discretos.
A meta é clara: tornar a inteligência artificial uma companhia constante no seu dia a dia.
O novo pingente de IA da Meta
> "A Meta planeja vender 10 milhões de dispositivos vestíveis apenas no segundo semestre de 2026."
De acordo com informações do site The Information, a gigante das redes sociais está desenvolvendo um pingente equipado com inteligência artificial.
O dispositivo deve começar a ser testado publicamente já no próximo ano.
A ideia é que o aparelho funcione como um assistente pessoal que ouve e processa o ambiente ao seu redor.
Na prática, o pingente deve utilizar microfones de alta sensibilidade para captar conversas e interações.
Isso permitiria ao sistema oferecer resumos de reuniões ou lembretes baseados no que você ouviu.
A herança tecnológica da Limitless
A movimentação não acontece no vácuo tecnológico.
Em 2025, a Meta hardware-plans-beyond-glasses-and-headsets-212930339.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="text-primary hover:underline">comprou a Limitless, uma startup que já possuía um produto similar no mercado.
O dispositivo original da Limitless era um clipe Bluetooth que gravava e transcrevia diálogos em tempo real.
O que o dispositivo faz:
- Resumos automáticos: Cria pontos principais de conversas longas.
- Transcrições: Converte áudio em texto de forma instantânea.
- Base de dados: Permite pesquisar termos específicos ditos em reuniões passadas.
Segundo Dan Siroker, CEO da Limitless, o objetivo é levar a superinteligência pessoal para todos os usuários.
A Meta agora escala essa visão com seu poder de distribuição global.
Expansão da linha de óculos inteligentes
Os óculos inteligentes também são prioridade total no cronograma da empresa.
A Meta planeja lançar até quatro novos modelos de smart glasses antes do fim deste ano.
Essa ofensiva busca consolidar a marca como líder no setor de hardware vestível.
O sucesso dos modelos anteriores, em parceria com a Ray-Ban, provou que há demanda por tecnologia que não parece um computador no rosto.
Agora, a integração com modelos de linguagem grandes (LLMs) deve ser o diferencial competitivo.
Estratégia para o mercado corporativo
Além do hardware, a Meta está de olho em novas formas de monetização.
Um serviço chamado Wearables for Work deve ser lançado em breve.
Trata-se de uma assinatura voltada para empresas que desejam equipar seus funcionários com essas ferramentas de produtividade.
A iniciativa segue a lógica de quando a empresa lançou níveis de assinatura para suas redes sociais.
Benefícios esperados para empresas:
- Integração com ferramentas de gestão de projetos.
- Segurança de dados corporativos em transcrições.
- Gerenciamento centralizado de múltiplos dispositivos.
O desafio da Reality Labs
Todo esse investimento tem um motivo financeiro urgente.
A divisão Reality Labs, responsável pelo hardware da Meta, acumula perdas bilionárias consecutivas.
Os novos dispositivos vestíveis são vistos como uma forma de gerar receita rápida e volumosa.
A expectativa de vender 10 milhões de unidades em seis meses mostra a agressividade do plano.
Diferente dos headsets de VR, o pingente e os óculos possuem um custo de produção menor e maior aceitação social.
O veredito
A Meta está deixando de ser apenas uma empresa de software para se tornar uma potência de hardware.
O sucesso dessa transição depende de quão útil — e menos invasiva — a IA será no nosso pescoço.
O futuro da computação pode não estar em uma tela, mas em um acessório de moda.
Você deixaria um pingente da Meta ouvir todas as suas conversas em troca de produtividade?
Fonte: Google News
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