IA desafia setor de fusões e aquisições, diz Head Global da PwC
Brian Levy destaca como a inteligência artificial está transformando a avaliação de ativos e a estratégia de deals globais.

Imagine entrar em uma sala de reunião onde bilhões de dólares estão em jogo.
Antigamente, pilhas de documentos e semanas de análise humana definiam o sucesso de uma fusão.
Mas esse cenário mudou drasticamente com a chegada da tecnologia.
O setor de fusões e aquisições (M&A) está enfrentando uma de suas maiores transformações históricas.
Segundo informações da Forbes Brasil, a Inteligência Artificial está no centro dessa disrupção.
E quem faz o alerta é Brian Levy, Head Global de Deals de Indústrias da PwC US.
O fim da era das planilhas manuais
> "A Inteligência Artificial está desafiando o setor de M&A ao transformar a forma como avaliamos ativos e riscos."
O processo tradicional de Due Diligence sempre foi lento e exaustivo.
Analistas passavam meses revisando contratos para encontrar cláusulas problemáticas ou riscos ocultos.
Agora, modelos de linguagem e algoritmos avançados fazem esse trabalho em uma fração do tempo.
Isso permite que as empresas foquem na estratégia, em vez de apenas na conferência de dados.
Auditoria em tempo real
A IA consegue identificar padrões em milhares de documentos simultaneamente.
Isso traz uma camada de segurança que o olho humano dificilmente alcançaria sozinho.
Na prática, a tecnologia reduz a margem de erro em transações multibilionárias.
Por que Brian Levy vê um desafio
Para o executivo da PwC, o desafio não é apenas técnico, mas estratégico.
A avaliação de ativos tornou-se mais complexa porque o valor das empresas agora depende de sua capacidade tecnológica.
Compradores precisam entender se o alvo da aquisição possui uma infraestrutura de IA sólida.
Se a empresa não estiver preparada para a era digital, seu valor de mercado pode despencar rapidamente.
A nova régua de avaliação
Antigamente, olhava-se apenas para o fluxo de caixa e ativos físicos.
Hoje, a propriedade intelectual de dados e a eficiência dos algoritmos são cruciais.
De acordo com o relatório da Forbes Brasil, isso muda como os investidores calculam o retorno sobre o investimento.
O que muda para os investidores
A velocidade dos negócios aumentou significativamente nos últimos meses.
As empresas que utilizam IA conseguem fechar acordos antes da concorrência.
Confira os principais pontos de impacto no setor:
- Velocidade: Processos que levavam seis meses agora podem ser feitos em semanas.
- Precisão: Identificação imediata de passivos jurídicos e financeiros.
- Sinergia: Melhor previsão de como duas culturas empresariais se integrarão.
- Valuation: Modelos preditivos mais precisos sobre o crescimento futuro da empresa adquirida.
> "A capacidade de processar dados em escala é o que separa os vencedores dos perdedores no novo mercado global."
A estratégia de deals globais
Brian Levy destaca que a estratégia de deals agora exige um conhecimento profundo de tecnologia.
Não basta ser um mestre em finanças para liderar uma fusão de sucesso hoje.
É preciso entender como a IA afetará o modelo de negócios da empresa nos próximos cinco anos.
Isso exige que as consultorias, como a PwC, integrem cientistas de dados em suas equipes de fusões.
O veredito
O mercado de M&A nunca mais será o mesmo após a popularização da IA generativa.
O cenário é desafiador, mas quem se mover rápido e adotar as ferramentas corretas sairá na frente.
Não é apenas uma questão de eficiência, mas de sobrevivência em um mercado cada vez mais veloz.
Qual dessas mudanças tecnológicas você acredita que será a mais difícil de implementar nas empresas brasileiras?
Fonte: Forbes Brasil
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