# Colossal Biosciences, avaliada em US$ 10 bilhões, usa IA para tentar ressuscitar o dodô, ave extinta há 360 anos
Empresa de deextinção quer trazer de volta o dodô, espécie desaparecida da ilha Maurício após chegada de humanos, combinando inteligência artificial e engenharia genética.
O dodô, ave extinta há 360 anos, virou o alvo mais recente da Colossal Biosciences. A startup de biotecnologia, avaliada em US$ 10 bilhões, promete usar inteligência artificial e edição genética para ressuscitar a espécie. A pergunta que fica: funciona ou é só marketing?
A aposta bilionária da Colossal Biosciences no dodô
A empresa de biotecnologia lidera o projeto de "deextinção" do dodô. Segundo a reportagem da Tribuna de Minas, o plano se inspira em "Jurassic Park", mas com aves em vez de dinossauros.
> "Além do dodô, a empresa diz trabalhar para recriar o mamute-lanoso, o tigre-da-tasmânia e o lobo-terrível."
Como a inteligência artificial entra no processo de ressuscitar o dodô
O método tem etapas definidas, todas descritas pela empresa.
Reconstrução do genoma com IA
Com apoio de inteligência artificial, a equipe reconstrói o genoma do dodô. Os dados vêm de amostras de museu e de material genético de outras aves. É aqui que a IA faz trabalho pesado: preencher lacunas de um genoma fragmentado.
Edição das células do pombo-de-nicobar
O parente vivo mais próximo do dodô é o pombo-de-nicobar. Células desse pombo ligadas à reprodução têm o código genético editado. Os pesquisadores trocam genes por versões que reproduzam traços do dodô.
A galinha como hospedeira
As células editadas iriam para uma galinha doméstica, que funcionaria como espécie hospedeira. O texto original não detalha as etapas seguintes — e é justamente aí que mora a incerteza.
Por que o dodô sumiu da ilha Maurício
O dodô era um pombo gigante, sem capacidade de voo, nativo da ilha Maurício, no Oceano Índico. Sem predadores naturais, nunca desenvolveu medo. Isso mudou com a chegada de exploradores holandeses, em 1598.
Ratos, porcos, cães e macacos trazidos nos navios atacavam ninhos e comiam ovos. A ave botava cerca de um ovo por ano. Não conseguiu se reproduzir rápido o suficiente. O último avistamento confirmado data da década de 1660.
Quem senta no conselho da Colossal Biosciences
A Colossal reúne nomes de peso no conselho. O ex-jogador Tom Brady, o escritor George R. R. Martin, os atores Chris Hemsworth e Joe Manganiello e o DJ Steve Aoki fazem parte. A cobertura de Mais Tendências traz esses detalhes.
O que ainda não está confirmado sobre o projeto
Nem tudo são flores. A reportagem não informa prazo, custo do projeto nem resultados obtidos. Também não há confirmação de que um animal com características do dodô já tenha sido gerado. A empresa descreve o método, não um resultado.
O impacto potencial da IA na deextinção
A combinação de IA com edição genética dá peso à promessa. Mas existe uma distância grande entre reconstruir um genoma no computador e ter uma ave viva botando ovos na ilha Maurício.
Se o ritmo continuar, o dodô pode virar símbolo de uma nova era da biotecnologia. Ou só mais um slide bonito de apresentação.
Qual dessas etapas você acha mais improvável?