# Celso Amorim alerta para riscos de desigualdade global na regulação da Inteligência Artificial
Celso Amorim, assessor especial da Presidência, alerta para os riscos de desigualdade global na regulação da Inteligência Artificial (IA). O embaixador defende uma governança inclusiva para evitar que o controle da IA fique concentrado entre poucas nações e grandes corporações de tecnologia.
O risco da hegemonia tecnológica na Inteligência Artificial
> "A regulação não pode servir apenas para consolidar o poder de quem já domina a tecnologia hoje."
De acordo com o Metrô News Jornal, Amorim vê com preocupação o cenário atual da regulação da IA no mundo. Ele acredita que o abismo entre nações ricas e em desenvolvimento pode aumentar drasticamente nos próximos anos. Sem uma governança inclusiva, a Inteligência Artificial pode se tornar uma ferramenta de exclusão global permanente.
Por que a regulação da IA importa agora
A discussão sobre o controle de algoritmos e marcos regulatórios está ganhando força em fóruns internacionais de alto nível. O Brasil busca se posicionar como voz de liderança entre os países do chamado Sul Global.
O fosso tecnológico entre as nações
A preocupação central é que as regras sejam ditadas apenas por quem detém o capital e a infraestrutura. Confira os principais pontos de atenção destacados pelo assessor:
- Concentração de poder: Poucas empresas de Big Tech controlam os modelos de linguagem mais avançados.
- Soberania digital: Países precisam ter autonomia sobre seus próprios dados e processos decisórios.
- Desigualdade econômica: O uso desequilibrado da IA pode aprofundar as diferenças de produtividade entre mercados.
O papel do Brasil na governança da Inteligência Artificial
Amorim sugere que os marcos regulatórios internacionais devem focar obrigatoriamente no desenvolvimento compartilhado. Isso significa que a tecnologia deve servir ao progresso humano coletivo, e não apenas ao lucro corporativo. O assessor especial reforça que a participação ativa de países em desenvolvimento é essencial para equilibrar as negociações sobre IA em âmbito multilateral.
O que esperar das próximas negociações internacionais
O debate sobre a ética e as leis da Inteligência Artificial está apenas começando, mas o tom brasileiro é de cautela. A regulação deve ser um equilíbrio delicado entre incentivar a inovação e garantir a justiça social. A postura de Celso Amorim sinaliza que o Brasil pretende levar essa agenda com firmeza às próximas rodadas de negociação no G20 e na ONU. O impacto dessa estratégia dependerá da capacidade de articulação com outros países que compartilham a defesa de uma governança tecnológica mais justa e equilibrada.