Se você acompanha a briga entre Apple e OpenAI, essa história ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira.
A OpenAI concordou voluntariamente em não usar os supostos segredos comerciais da Apple enquanto o processo corre nos tribunais americanos.
O recuo veio só depois que o juiz sinalizou que poderia impor a restrição.
O que aconteceu na audiência
O acordo foi fechado durante uma audiência realizada nesta quarta-feira, segundo o 9to5Mac.
O juiz Edward Davila indicou que era muito provável conceder a liminar pedida pela Apple.
Diante disso, a OpenAI decidiu se comprometer antes de levar uma decisão desfavorável.
> “A OpenAI concordou em não usar os segredos comerciais que a Apple afirma terem sido roubados.”
A nova moção foi protocolada pela própria OpenAI antes da audiência.
Como parte do acordo, a OpenAI também se comprometeu a coletar imagens forenses de dispositivos de 14 funcionários que podem conter informações confidenciais da Apple.
O juiz Davila terá autoridade para fiscalizar o cumprimento do acordo, podendo aplicar sanções se a OpenAI descumprir os termos.
O que a Apple alega
A Apple acusa a OpenAI de roubar segredos comerciais ligados a um hardware ainda não lançado.
Segundo a reportagem do 9to5Mac, um ex-funcionário que deixou a OpenAI para voltar à Apple teria levado mais de 100 arquivos confidenciais.
Mas calma, tem mais.
A empresa também processa dois ex-funcionários, Chang Liu e Tang Tan, e a io Products, empresa ligada à OpenAI.
A Apple pediu ainda descoberta acelerada, com acesso antecipado a documentos internos, evidências forenses e depoimentos de funcionários.
O que o acordo impõe à OpenAI na prática
Na prática, a OpenAI fica impedida de acessar, usar ou divulgar as informações confidenciais da Apple durante o litígio.
Confira os principais pontos do acordo:
- Restrição: OpenAI não pode usar os supostos segredos comerciais
- Forense: imagens de dispositivos de 14 funcionários serão coletadas
- Fiscalização: o juiz Edward Davila pode aplicar sanções em caso de descumprimento
- Inspeções: Apple limitou a análise a um grupo pequeno de ex-funcionários
O advogado da Apple, John M. Desmarais, disse que a empresa não tem “400 maçãs podres”, mas “algumas maçãs podres e sabe quem são”.
O que ainda não está confirmado
O juiz também rejeitou parte dos pedidos da Apple, chamando a solicitação de inspecionar todos os dispositivos de “pedido enorme”.
Não há confirmação sobre quais arquivos específicos estariam envolvidos ou sobre o conteúdo deles.
A Bloomberg, citada pelo 9to5Mac, não detalhou o teor dos arquivos.
Também não se sabe quando o processo será julgado ou se as partes chegarão a um acordo definitivo.
O processo segue em andamento na Justiça americana.
Quem sai ganhando nessa disputa?
A OpenAI evitou uma liminar desfavorável, mas aceitou fiscalização judicial rígida.
A Apple conseguiu uma vitória processual, mas ainda precisa provar o roubo em julgamento.
A disputa expõe como a corrida por talentos e segredos na área de IA virou campo de batalha jurídico.
Ok, mas e daí?
O caso mostra que informações confidenciais circulam com facilidade entre gigantes da tecnologia — e que ninguém está imune a processos.
Qual dessas empresas você acha que vai sair na frente nessa briga?