US$ 145 bilhões. Esse é o montante que a Meta pretende investir em infraestrutura de Inteligência Artificial até 2026.
A empresa anunciou a demissão de 8 mil funcionários para equilibrar as contas dessa aposta massiva em chips e data centers.
Mas o corte em massa, em meio a lucros recordes, gerou revolta nos escritórios globais.
O preço da infraestrutura de IA
> "A decisão ocorre enquanto a empresa redireciona recursos para financiar investimentos de até US$ 145 bilhões em infraestrutura de IA."
O movimento faz parte de uma reestruturação profunda detalhada em um memorando interno obtido pela agência Reuters.
A diretora de recursos humanos, Janelle Gale, explicou que a empresa busca uma estrutura mais horizontal e ágil.
Na prática, isso significa a eliminação de diversos cargos de gerência para acelerar a execução de projetos.
Reestruturação e o fim de 14 mil vagas
Além das demissões diretas, a Meta cancelou 6 mil vagas que estavam abertas no momento.
Somando os cortes e as vagas extintas, o impacto total da reestruturação atinge 14 mil posições de trabalho.
Segundo a fonte original, isso representa cerca de 20% da força de trabalho afetada por mudanças.
Ficha técnica da reestruturação:
- Demissões confirmadas: 8.000 funcionários (10% do total)
- Vagas canceladas: 6.000 posições
- Funcionários realocados: 7.000 colaboradores
- Investimento em IA: US$ 145 bilhões até 2026
- Receita no Q1 2026: US$ 56,31 bilhões
O foco da Meta agora é a criação de uma super inteligência artificial (Fonte: Marcelo Fischer/Canaltech)
O foco nos Agentes Autônomos
Nem todo mundo será desligado; cerca de 7 mil funcionários serão transferidos para novas divisões estratégicas.
Essas equipes incluem a Applied AI Engineering (AAI) e a Agent Transformation Accelerator (ATA).
Substituição de tarefas humanas
O objetivo dessas novas divisões é criar agentes autônomos capazes de realizar tarefas hoje feitas por pessoas.
A empresa quer automatizar fluxos de trabalho internos para reduzir a dependência de mão de obra humana no futuro.
De acordo com análises, essa transição é um passo crítico para a visão de longo prazo de Mark Zuckerberg.
O "elefante na sala" e a revolta interna
As demissões contrastam com o desempenho financeiro, já que a Meta registrou receita recorde de US$ 56,31 bilhões.
Funcionários têm protestado nos escritórios com panfletos e mensagens de indignação na plataforma corporativa Workplace.
Trabalhadores passaram a usar emojis e fotos de elefantes para exigir que a liderança abordasse as demissões abertamente.
Monitoramento e privacidade em xeque
A tensão aumentou com a instalação de um software de rastreamento de uso de mouses nos computadores da empresa.
A ferramenta coleta dados para treinar a IA a imitar interações humanas com as máquinas no dia a dia.
Mais de mil funcionários assinaram uma petição contra o projeto, citando graves preocupações com a privacidade e o consentimento.
Como aponta a seção de apps, o uso de dados para treinamento de IA tem sido um tema sensível.
O veredito
A Meta está dobrando a aposta na IA, mesmo que isso custe milhares de empregos e a paz interna.
O lucro recorde não foi suficiente para frear a busca por uma operação mais enxuta e automatizada.
Se esse ritmo de investimento continuar, o cenário corporativo da tecnologia será irreconhecível em 2026.
Qual dessas mudanças na Meta você acredita que terá o maior impacto no mercado?