90% do capital da empresa. Esse foi o valor que Elon Musk teria exigido para assumir o controle total da OpenAI, segundo novos depoimentos.
O julgamento entre o bilionário e a criadora do ChatGPT entrou em sua terceira semana com revelações bombásticas. Sam Altman finalmente subiu ao banco das testemunhas.
Mas será que o futuro da IA mais famosa do mundo está em perigo?
O que aconteceu no tribunal
> "Altman negou ter traído a missão original da organização e afirmou que foi Musk quem a abandonou."
Na última terça-feira (12), o CEO da OpenAI, Sam Altman, depôs por cerca de quatro horas em um tribunal federal na Califórnia. Ele foi direto ao ponto.
Altman rebateu as acusações de que teria transformado a empresa em uma máquina de lucro de forma desonesta. De acordo com a fonte original, o executivo manteve a postura de que a missão continua viva.
Para a acusação, Altman é um líder pouco confiável. Essa tem sido a estratégia central dos advogados de Musk para convencer o júri.
A briga pelo controle total
O depoimento revelou bastidores tensos sobre os primeiros anos da empresa. Musk não era apenas um doador, ele queria o comando.
O pedido de 90%
Altman afirmou que Musk chegou a pedir a maioria esmagadora das ações. Ele queria o controle total para ditar os rumos da tecnologia.
A fusão com a Tesla
Outro ponto revelado foi a proposta de fundir a OpenAI com a
Tesla. Musk acreditava que essa seria a única forma de enfrentar gigantes como o Google.
As provas apresentadas sugerem que Musk sabia que o modelo de negócios precisaria mudar. Ele não teria sido pego de surpresa pela guinada lucrativa da empresa.
O que está em risco agora
O processo não é apenas uma disputa de egos. O resultado pode mudar a liderança da empresa mais importante do setor atualmente.
Confira o que pode acontecer se Musk vencer:
- Multas pesadas: Valores financeiros significativos para reparação.
- Destituição: A saída forçada de Sam Altman e Greg Brockman da liderança.
- Mudança de rumo: O retorno forçado ao modelo estritamente sem fins lucrativos.
Uma "hecatombe" na tecnologia
Segundo o professor Pedro Burgos, do Insper, um veredito favorável a Musk seria um desastre. O mercado de IA sofreria um abalo sem precedentes.
A OpenAI tenta provar seu compromisso social. Em 2026, a empresa criou uma fundação com um aporte impressionante de US$ 20 bilhões.
O passado da fundação
Para entender a briga, é preciso voltar a 2015. A OpenAI surgiu para evitar que a IA ficasse nas mãos de uma única corporação.
Na época, o Google havia comprado a DeepMind, o que acendeu um alerta no setor. Musk foi um dos fundadores e doou US$ 38 milhões para o projeto.
De acordo com informações da editoria de ciência, o objetivo era desenvolver uma inteinteligência artificialal que beneficiasse toda a humanidade.
O dilema ético do lucro
O julgamento levanta uma questão difícil: lucro e responsabilidade podem andar juntos? O mercado atual parece exigir os dois.
Empresas precisam de bilhões para treinar modelos de linguagem. Sem fins lucrativos, essa escala de investimento se torna quase impossível.
Por outro lado, a pressão por resultados pode atropelar a segurança. É exatamente esse o ponto que Musk tenta explorar no tribunal.
O veredito final
A decisão do júri deve sair nos próximos dias. No entanto, ela tem caráter consultivo, funcionando como um guia para a juíza.
A palavra final será da juíza Yvonne Gonzalez Rogers. Ela decidirá se houve enriquecimento ilícito ou quebra de confiança.
O cenário é incerto, mas uma coisa é clara: a OpenAI nunca mais será a mesma após esse processo.
O futuro da IA vai ser decidido nos tribunais ou nos laboratórios? A resposta pode mudar o seu dia a dia muito em breve.