E se você pudesse rodar jogos pesados de PC no seu celular com a fluidez de um console de última geração?
O emulador Game Native acaba de receber uma atualização que promete exatamente isso ao integrar geração de quadros via IA.
A novidade permite que títulos exigentes alcancem taxas de quadros surpreendentes em dispositivos móveis.
O salto de performance no mobile
> "Celulares Android que já rodavam o título a uma taxa de 30 FPS chegaram a até 100 FPS pelo multiplicador."
Segundo a fonte original do Canaltech, os testes iniciais foram feitos com o jogo *The Last of Us Part I*.
A tecnologia utiliza modelos de inteligência artificial para criar quadros intermediários entre os frames renderizados originalmente pelo hardware.
Na prática, isso significa que um jogo que roda nativamente de forma instável pode ganhar uma sobrevida visual significativa.
O usuário tem controle total sobre o multiplicador de FPS, podendo ajustar a qualidade da imagem e a precisão do modelo.
The Last of Us Part I ganhou uma melhoria considerável no Game Native (Fonte: Sony/Divulgação)
O segredo está no Lossless Scaling
A geração de quadros do Game Native não funciona de forma isolada ou nativa no código do emulador.
Para ativar o recurso, os jogadores precisam utilizar um software adicional chamado Lossless Scaling.
Essa ferramenta é amplamente conhecida na comunidade de PC por permitir o uso de tecnologias de upscaling e geração de frames em qualquer jogo.
Confira os detalhes para utilizar o recurso:
- Software necessário: Lossless Scaling
- Onde encontrar: Disponível no Steam
- Custo: US$ 7 (aproximadamente R$ 35 em conversão direta)
- Modo de uso: Deve ser ativado jogo por jogo dentro do emulador
Uma vez configurado, o sistema permite escolher entre diferentes perfis de performance para equilibrar fluidez e fidelidade visual.
Mais bateria para suas sessões
Um dos pontos mais interessantes dessa atualização não é apenas a velocidade, mas a eficiência de bateria.
Dispositivos portáteis sofrem para manter games de alta performance por longos períodos devido ao alto consumo de energia.
Ao utilizar a IA para gerar quadros, o jogador pode rodar o título em configurações gráficas mais baixas no hardware real.
O software então "preenche as lacunas" para entregar o framerate alto, exigindo menos esforço bruto do processador e da GPU.
Isso resulta em uma temperatura menor do aparelho e, consequentemente, mais tempo de gameplay longe da tomada.
> "O recurso garante a performance com aumento do framerate via software, poupando o hardware físico."
Nem tudo são flores na geração de quadros
Embora o ganho de fluidez seja impressionante, a tecnologia traz desafios técnicos conhecidos pelos entusiastas de IA.
O principal problema é o input lag visível, que é o atraso entre o comando do jogador e a ação na tela.
Como a IA precisa de tempo para processar e inserir os novos quadros, a resposta do controle pode parecer menos precisa.
Alucinações e artefatos
Além do atraso, podem ocorrer as chamadas "alucinações da IA" durante momentos de movimentação rápida.
De acordo com o Canaltech, essas falhas visuais podem quebrar a imersão do jogador.
Esses artefatos costumam aparecer como borrões ou distorções em elementos pequenos da interface ou em cenários muito detalhados.
O veredito
A chegada da geração de quadros ao Game Native mostra que a emulação mobile entrou em uma nova era.
A inteligência artificial deixou de ser apenas um conceito para se tornar uma ferramenta prática de ganho de performance.
Se você busca a melhor fluidez possível e não se importa com pequenos atrasos nos comandos, o investimento vale a pena.
Qual desses jogos AAA você está ansioso para testar a 100 FPS no seu celular?