Se você pega o smartphone agora, provavelmente precisa lembrar qual app abre o quê.
Panos Panay, vice-presidente sênior de Dispositivos, Alexa e Leo da Amazon, acredita que esse modelo está com os dias contados. Para ele, o futuro da computação pessoal não está nos aplicativos, mas em dispositivos com IA que trabalham em segundo plano.
A declaração foi feita no palco do TechCrunch Disrupt, na última quinta-feira (15), conforme cobertura de Sarah Perez no TechCrunch.
E a Amazon não está apenas falando: a empresa colocou dinheiro nessa tese.
A aposta da Amazon no computamento ambiente
É justamente por isso que a empresa está direcionando suas fichas para o computamento ambiente, e não para os aplicativos, como o futuro da IA pessoal.
O posicionamento foi anunciado junto com o lançamento dos novos wearables de IA da Bee, divisão de dispositivos pessoais da companhia.
> "Acho que estamos indo para um mundo que começa com dispositivos ambiente."
A frase é de Panay, resumindo a visão da empresa para os próximos anos.
Por que os apps incomodam a Amazon
O problema do "aponte, dispare, receba"
Panay criticou a forma como interagimos com smartphones hoje.
Segundo ele, precisamos lembrar o que estamos pedindo à ferramenta o tempo todo. O fluxo, nas palavras do executivo, é "aponte, dispare, receba".
Ou seja: você pensa, abre o app, digita e espera. O esforço é todo seu.
Como os dispositivos ambiente funcionam
Por "dispositivos ambiente", Panay se refere a aparelhos que trabalham silenciosamente em segundo plano.
Eles usam sensores e IA para descobrir o que precisa ser feito — e não o contrário, em que você precisa dizer ao dispositivo o que quer.
> "Enquanto funciona em segundo plano, você consegue ficar mais presente e fazer mais."
Mas o que isso significa na prática? A fonte não detalha casos de uso específicos nem cronograma para esse conceito.
O que a Amazon já colocou na mesa
Do discurso para o produto, o caminho foi curto. A empresa anunciou dois novos dispositivos pessoais de IA da Bee, com preço inicial de US$ 75.
- Produtos: dois wearables de IA pessoal da Bee
- Preço inicial: US$ 75
- Contexto: lançados junto com a visão de computamento ambiente
A fonte não menciona especificações técnicas detalhadas dos aparelhos nem disponibilidade no Brasil.
O que ainda não está confirmado na visão da Amazon
Fica a pergunta: os apps vão desaparecer de verdade?
Panay apresentou uma visão, não um cronograma. A fonte não indica quando essa transição aconteceria, nem se os smartphones atuais serão substituídos.
Também não há evidência de que a Amazon vá eliminar seus próprios aplicativos ou serviços. O que existe, por enquanto, é um posicionamento estratégico sobre onde a computação pessoal está indo.
Por que a aposta da Amazon em dispositivos de IA importa para você
Se a visão da Amazon se confirmar, sua forma de interagir com a tecnologia muda bastante.
Em vez de gerenciar aplicativos, você dependeria de dispositivos que antecipam necessidades. Menos telas, menos toques, mais contexto.
Em geral, apostas desse tipo dependem de adoção em massa — e o histórico do setor mostra que transições de interface levam anos. Isso sugere que os apps não vão sumir amanhã.
O que observar nos próximos passos da Amazon e da Bee
A Amazon tem histórico de transformar apostas de longo prazo em produtos de massa, e a Alexa é o exemplo mais citado pela própria empresa.
Se os wearables da Bee entregarem parte dessa visão, o mercado de dispositivos pessoais de IA deve esquentar. A fonte, porém, não cita concorrentes específicos ou produtos rivais.
O próximo passo é observar como os consumidores respondem aos novos dispositivos da Bee. O desempenho de vendas dirá se a tese de Panay tem pernas — ou se os apps ainda têm muitos anos pela frente.
E você: trocaria a tela do celular por um wearable que trabalha em segundo plano? Conta aqui nos comentários.