Se você trabalha com infraestrutura de IA, novembro é uma data para anotar na agenda.
A AMD apresentou as racks Helion, voltadas para agentes de IA, durante o summit da Open Compute Project (OCP).
A proposta é ambiciosa, mas o prazo ainda é longo.
O que a AMD colocou no rack Helion
A AMD lançou o Helios no início deste ano para treinamento de IA em escala de fronteira e inferência em larga escala.
O Helion tem outro foco: combinar execução de agentes e inferência em um único rack.
> "A IA agêntica não é uma única carga de trabalho, abrangendo aplicativos corporativos e fluxos complexos."
A frase é de Dan McNamara, SVP de Compute e Enterprise AI da AMD.
Segundo a Fonte original, a empresa quer adaptar a infraestrutura a cargas de trabalho diferentes.
Duas configurações, dois públicos
Os clientes podem escolher entre duas rotas principais.
Apenas CPU (hyperscale)
Oferece capacidade dedicada para execução de agentes.
Também permite conexões a infraestrutura separada de inferência de modelos.
Mista de CPU e GPU (enterprise)
Combina execução de agentes, inferência em GPU e cargas de suporte em um só rack.
Ambas as configurações trazem lâminas de CPU densas, balanceadas ou de alta performance.
Mas calma, tem mais.
Os números do Helion: até 32.768 núcleos Zen 6
Dependendo da configuração, a AMD anuncia até 32.768 núcleos de CPU "Zen 6".
Isso vem por meio de nós de computação com versões de 256 núcleos do processador Venice Epyc.
Confira os principais números divulgados:
- CPU: até 32.768 núcleos "Zen 6"
- GPU: até 16 aceleradores Instinct MI350P
- Rede: até 102 Tbps de largura de banda
- Lâminas densas: EPYC 9006 de 400 W
- Lâminas balanceadas: 256 núcleos a 600 W
- Lâminas de performance: 96 núcleos a 5 GHz
Há também lâminas de inferência em GPU, com oito Instinct MI350P em um servidor 5U.
Lâminas de uso geral completam o conjunto, voltadas para banco de dados, armazenamento e workloads técnicos.
Quem já está a bordo
A AMD cita vários parceiros no anúncio.
Estão na lista Cisco, Dell, HPE, Foxconn, Lenovo e Supermicro, entre outros.
A empresa também planeja contribuir as especificações do Helion com a OCP.
A ideia é deixar o material disponível para a comunidade desenvolver e adotar.
O que o Helion da AMD muda na prática
McNamara explicou a lógica por trás da arquitetura flexível.
"Para fazer isso, são necessários computação e infraestrutura otimizadas que se adaptem a cargas diferentes", disse ele.
Segundo o executivo, o Helion une performance Epyc, software aberto e designs flexíveis de rack.
Isso permitiria aos parceiros montar sistemas conforme a necessidade do cliente e usar melhor a energia disponível.
As configurações construídas por parceiros estão previstas para novembro de 2026.
Até lá, o que existe é o anúncio e a promessa de especificações abertas.
A pergunta que fica é: quem vai conseguir entregar primeiro?