US$ 100 bilhões. Esse é o valor estimado para a infraestrutura que a OpenAI planeja construir para sustentar seus próximos modelos de inteligência artificial.
Mas o caminho para o silício próprio acaba de ganhar um obstáculo inesperado que mexeu com o mercado financeiro.
Será que a parceria com a Broadcom está em risco?
O impacto no mercado financeiro
> "As ações da Broadcom registraram queda após notícias de que o acordo com a OpenAI enfrentou obstáculos significativos."
A notícia caiu como uma bomba no setor de semicondutores nesta semana.
A Broadcom, gigante que atua no desenho de chips personalizados, viu seus papéis oscilarem negativamente após o relato do impasse.
De acordo com informações do portal TIKR.com, esse movimento levanta dúvidas sobre a viabilidade da estratégia de hardware da criadora do ChatGPT.
O mercado financeiro reagiu rápido porque a Broadcom é vista como a peça-chave para quem deseja fugir da dependência da Nvidia.
Se o acordo trava, o cronograma de expansão da OpenAI pode sofrer um atraso considerável.
A estratégia de silício da OpenAI
Para entender o problema, é preciso olhar para os bastidores da OpenAI.
A empresa liderada por Sam Altman consome quantidades massivas de poder computacional.
Hoje, a maior parte desse processamento acontece em GPUs da Nvidia, que são caras e difíceis de conseguir em larga escala.
O plano de Sam Altman
Altman tem buscado investimentos globais para criar uma rede de fábricas e design de chips próprios.
A ideia é reduzir custos e otimizar o hardware especificamente para os algoritmos de modelos de linguagem (LLMs).
O papel da Broadcom no projeto
A Broadcom não fabrica os chips fisicamente, mas ela cria o projeto técnico (ASIC).
Ela já faz isso com sucesso para o Google, desenvolvendo as TPUs (Tensor Processing Units).
A parceria com a OpenAI seguiria um modelo parecido: design da Broadcom e fabricação pela TSMC.
Processo de fabricação de semicondutores em uma sala limpa de alta tecnologia (Fonte: TSMC/Divulgação)
Por que o acordo travou?
Embora os detalhes técnicos do "snag" (obstáculo) não tenham sido totalmente revelados, analistas apontam para três frentes prováveis.
Primeiro, há a questão da complexidade técnica de criar um chip que supere o desempenho das novas gerações da Nvidia.
Segundo, o custo de desenvolvimento de um chip de 3 nanômetros ou menos é astronômico.
Terceiro, a fila de produção na TSMC está lotada para os próximos anos.
Desafios de engenharia
Projetar um chip de IA exige integrar memória de alta largura de banda (HBM).
A escassez desses componentes pode estar dificultando o progresso do design final.
A questão do financiamento
A OpenAI precisa garantir bilhões em financiamento contínuo para manter esse projeto vivo.
Qualquer incerteza sobre o retorno desse investimento faz os parceiros, como a Broadcom, agirem com mais cautela.
O mercado de semicondutores sob pressão
O setor de tecnologia vive uma fase de euforia, mas também de grande cobrança por resultados reais.
A OpenAI é o rosto dessa revolução, e seus passos ditam o ritmo de todo o ecossistema.
Se a maior empresa de IA do mundo encontra barreiras para criar seu próprio hardware, o que isso diz sobre as outras?
> "O mercado de chips é brutal. Não basta ter dinheiro; é preciso ter acesso à cadeia de suprimentos e anos de experiência em engenharia."
Atualmente, a configuração do mercado de chips para IA é a seguinte:
Líder absoluto: Nvidia (GPUs H100 e Blackwell)
Alternativa Customizada: Broadcom e Marvell (ASICs)