OpenAI e MediaTek desenvolvem chip com dupla NPU para desafiar o iPhone
Com produção prevista para 2027 em 2nm pela TSMC, novo hardware da OpenAI foca em processamento avançado de IA em dispositivos móveis.
30 milhões de unidades. Esse é o volume que a OpenAI pretende alcançar para balançar o reinado absoluto do iPhone no mercado premium.
A criadora do ChatGPT fechou uma parceria exclusiva com a MediaTek para desenvolver um chip próprio focado em inteligência artificial.
Será que um processador dedicado é o segredo para tornar os assistentes virtuais realmente inteligentes?
MediaTek assume o controle total do projeto
> "A MediaTek superou a Qualcomm e ficará sozinha com o contrato do processador personalizado para a OpenAI." — Ming-Chi Kuo.
A disputa pelos bastidores do hardware da OpenAI chegou ao fim com uma vitória surpreendente. Segundo informações da fonte original, a MediaTek desbancou a Qualcomm na corrida pelo contrato.
Até pouco tempo, ambas as gigantes dos semicondutores estavam no páreo. No entanto, a OpenAI optou pela exclusividade com a MediaTek para otimizar o desenvolvimento.
O objetivo é criar um componente único. Ele será baseado na arquitetura do futuro Dimensity 9600, mas com modificações profundas solicitadas pela OpenAI.
O poder da dupla NPU no Dimensity 9600
O grande diferencial deste chip não está apenas na velocidade bruta de processamento. O foco total está na Unidade de Processamento Neural, a famosa NPU.
O projeto prevê uma dupla NPU integrada ao sistema. Isso permite que o dispositivo lide com múltiplas tarefas de IA simultaneamente sem engasgos.
O que muda na prática
Com duas unidades neurais, o smartphone poderá processar visão computacional e linguagem natural ao mesmo tempo. Isso é essencial para agentes de IA.
Imagine um assistente que vê o que você vê através da câmera. Ele precisa entender o cenário e falar com você em tempo real.
Foco em agentes de IA
O hardware está sendo desenhado para rodar modelos de linguagem de forma local. Isso reduz a dependência de servidores na nuvem e aumenta a privacidade.
Além disso, a latência cai drasticamente. A resposta do assistente passa a ser instantânea, simulando uma conversa humana natural.
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A corrida pelos 2 nanômetros na TSMC
Para suportar tamanha carga de processamento, a eficiência energética é vital. Por isso, a OpenAI escolheu a tecnologia mais avançada disponível no planeta.
O novo chip será fabricado pela TSMC utilizando o processo de 2 nanômetros. Essa litografia promete um salto gigantesco em relação aos chips atuais.

De acordo com o analista Ming-Chi Kuo, o cronograma foi acelerado. Antes previsto para 2028, o lançamento agora deve ocorrer no primeiro semestre de 2027.
Essa mudança mostra a urgência da OpenAI em entrar no mercado de hardware. A empresa quer ditar as regras da próxima geração de dispositivos móveis.
Desafiando o ecossistema da Apple
A Apple sempre dominou a integração entre software e hardware. Com o Apple Intelligence, a empresa de Cupertino marcou seu território na IA.
No entanto, a OpenAI acredita que pode ir além. Ao controlar o chip, ela pode otimizar o GPT-5 (ou versões futuras) para rodar com perfeição.
Confira os principais detalhes do projeto:
- Fabricante: TSMC (processo de 2nm)
- Parceira: MediaTek (exclusiva)
- Arquitetura: Baseada no Dimensity 9600
- Recurso Chave: Dupla NPU para agentes de IA
- Meta de Produção: 30 milhões de unidades entre 2027 e 2028
O impacto no mercado de semicondutores
A vitória da MediaTek é um marco histórico. A empresa, muitas vezes vista como segunda opção em relação à Qualcomm, agora lidera um projeto de vanguarda.
Isso pode mudar a percepção de marcas premium. Se a OpenAI confia na MediaTek para seu hardware mais importante, outras fabricantes podem seguir o caminho.
O mercado de IA generativa está migrando da nuvem para o bolso do usuário. E quem tiver o melhor chip para processar esses dados localmente vencerá a guerra.
Para acompanhar mais análises técnicas, você pode acessar a Home do Mundo Conectado.
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O veredito
O movimento da OpenAI é ambicioso e arriscado. Criar hardware do zero exige uma cadeia de suprimentos complexa e anos de testes.
Porém, com o apoio da MediaTek e da TSMC, as chances de sucesso aumentam. O foco em agentes de IA em tempo real pode ser o diferencial que falta no mercado.
Se a promessa de 2027 se cumprir, o iPhone terá seu concorrente mais formidável em décadas. Não por causa da tela ou da câmera, mas pela inteligência que mora no chip.
Qual dessas mudanças você acredita que será a mais impactante no seu dia a dia?
