Marvell sobe após rumores de parceria com Google para chips de IA customizados
Ações da Marvell valorizam enquanto Broadcom cai; empresa recebeu investimento de US$ 2 bilhões da Nvidia recentemente.

Imagine abrir o painel da bolsa e ver uma empresa de semicondutores disparar quase 6% em poucas horas.
Foi exatamente isso que aconteceu com a Marvell Technology nesta segunda-feira, agitando investidores de todo o mundo.
Mas o que está por trás desse salto repentino e o que isso diz sobre o futuro da IA?
O movimento que sacudiu o mercado
> "A parceria entre Google e Marvell pode incluir uma nova TPU e uma unidade de processamento de memória estratégica."
A notícia que circula nos bastidores é de peso. O Google estaria fechando uma parceria com a Marvell para o design de dois novos chips.
Esses componentes são focados em cargas de trabalho de Inteligência Artificial. Segundo inference?rc=qr8mnq" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="text-primary hover:underline">reports da The Information, a colaboração marca uma mudança de rumo.
Até agora, o Google dependia quase exclusivamente da Broadcom para suas unidades de processamento tensorial, as famosas TPUs. Essa diversificação mostra que o mercado está mudando rápido.
A quebra do domínio da Broadcom
A Broadcom sempre foi a parceira preferencial do Google. No entanto, a notícia da entrada da Marvell fez as ações da rival caírem cerca de 2%.
Isso não significa que o relacionamento acabou. Na verdade, o acordo entre Google e Broadcom foi estendido recentemente até 2031.
Mas o Google quer mais opções. Ter apenas um fornecedor para chips tão críticos é um risco que a gigante não quer correr.
O que muda para o Google
Com a Marvell no jogo, o Google ganha poder de negociação. Além disso, a empresa consegue acelerar o desenvolvimento de hardware específico.
O impacto nas ações
A Marvell Technology já acumula uma alta impressionante no ano. Só no mês de abril, a valorização já chega a quase 50%.
Por que a Nvidia investiu US$ 2 bilhões?
Um detalhe que muita gente esqueceu é o investimento massivo da Nvidia. Em março, a gigante das GPUs colocou US$ 2 bilhões na Marvell.
Esse movimento foi estratégico. A Nvidia quer facilitar o acesso de seus clientes aos chips customizados, conhecidos como ASICs.
Esses chips são feitos sob medida para tarefas específicas. Diferente das GPUs genéricas, eles entregam muito mais eficiência para modelos de linguagem.

A história das TPUs e o pioneirismo do Google
O Google não é novo nesse jogo. Eles foram os primeiros a desenvolver seus próprios aceleradores de IA, ainda em 2015.
Naquela época, ninguém falava em ChatGPT. Mas o Google já sabia que precisaria de hardware próprio para suas buscas e serviços em nuvem.
Desde então, as TPUs evoluíram muito. Elas são a espinha dorsal de quase tudo o que a empresa faz em termos de aprendizado de máquina.
De 2015 até hoje
As primeiras versões eram focadas apenas em inferência. Hoje, elas são capazes de treinar os modelos mais complexos do mundo, como o Gemini.
Confira os marcos dessa evolução:
- 2015: Lançamento da primeira TPU customizada.
- 2021: Anúncio da TPU v4, com desempenho recorde.
- 2024: Rumores de parceria com a Marvell para a nova geração.
- 2026: Previsão de implementação dos novos chips em larga escala.
O cenário competitivo: Meta e Amazon na corrida
O Google não está sozinho nessa busca por independência. A Meta também fechou um acordo gigante com a Broadcom recentemente.
Mark Zuckerberg quer colocar 1 gigawatt de potência em seus chips customizados MTIA. A corrida pelo silício próprio virou uma questão de sobrevivência.
Quem desenha o próprio chip gasta menos energia. Além disso, consegue um desempenho que chips comprados "de prateleira" não entregam.
Desafios técnicos e o papel da TSMC
Desenhar um chip é apenas metade do trabalho. A outra metade é fabricar. É aqui que entra a TSMC, em Taiwan.
Tanto a Marvell quanto a Broadcom funcionam como pontes. Elas pegam o design do Google e o transformam em algo que a TSMC possa produzir.
Esse suporte de "back-end" é o que tem feito essas empresas lucrarem bilhões. Elas resolvem a parte difícil da engenharia de semicondutores.
> "O papel da Marvell é traduzir ideias em silício real, algo extremamente complexo hoje."
Os números que chamam atenção
Se você gosta de dados, os resultados da Marvell são de encher os olhos. A empresa superou todas as expectativas no último trimestre.
Confira os dados principais:
- Investimento da Nvidia: US$ 2 bilhões em dinheiro.
- Valorização em Março: Mais de 20% de alta.
- Valorização em Abril: Cerca de 50% acumulado.
- Queda da Broadcom: 2% após o anúncio da concorrência.
O que esperar para os próximos meses
O mercado de IA ainda está no começo. A demanda por poder computacional parece não ter fim, o que beneficia empresas como a Marvell.
Analistas acreditam que o Google continuará diversificando seus parceiros. Isso cria um ambiente de competição saudável que acelera a inovação.
A grande dúvida é se a Marvell conseguirá manter esse ritmo de crescimento. Por enquanto, os sinais são muito positivos para os investidores.
O veredito
A ascensão da Marvell mostra que não existe apenas um vencedor na era da IA. Enquanto a Nvidia domina as GPUs, outras empresas brilham nos bastidores.
O acordo com o Google é um selo de qualidade. Ele prova que a tecnologia da Marvell está no topo do que existe no mundo hoje.
O cenário é desafiador, mas quem se mover rápido sai na frente. Não é apenas uma briga de empresas, é uma briga pelo controle do futuro da computação.
Qual dessas gigantes você acha que vai dominar o hardware de IA nos próximos cinco anos?
Redação SWEN
Equipe Editorial
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